Rômulo Ávila

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A voz dele nunca vai se calar 

03/10/2019 às 10:36

Reprodução redes sociais

Escrevi nesta quinta-feira, 3 de outubro, a nota mais triste em quase 15 anos de profissão. Acostumado a lidar com as mais diferentes tragédias, não adquiri o amadurecimento e a força necessária para noticiar a morte repentina de um amigo. Conheci o Hércules Santos na faculdade, onde ele já se diferenciava pelo senso crítico, visão de mundo, humildade e, é claro, pela voz marcante. 

Formamos em 2005 e, desde então, parte da nossa turma nunca mais se separou. E, graças a Deus, o Hércules faz (e sempre fará) parte dessa família. São 14 anos de muitos churrascos, encontros, casamentos (inclusive o dele com a Dani), nascimentos, aniversários, problemas, conselhos e tudo que envolve amigos de verdade. Hércules sempre será exemplo. Humilde, competente, humano, batalhador, família, ele sempre foi um dos mais animados do grupo. Só perdia um encontro da turma em razão de compromisso profissional. 

Sempre foi muito alegre. Mas, como bem disse meu amigo Breno Pratezi, parecia viver um dos melhores momentos. Além da felicidade proporcionada pelos filhos Ulisses (1 ano) e Bernardo (3 anos) e pela esposa Daniela, virou narrador oficial do Atlético na Rádio Super Notícia. Talvez por isso tudo tenha sido tão difícil escrever dois, três parágrafos sobre a morte dele. 

Que pancada a vida nos deu. Mas é preciso continuar, erguer a cabeça e seguir firme. É assim que Hércules fazia e é assim, tenho certeza, que a nossa turma de jornalismo vai fazer. Por ele, pela Dani, pelo Ulisses, pelo Bernardo, pela mãe Beatriz e por nós. 

Em uma postagem recente na rede social, Hércules citou o pai Paulo Gervásio, que morreu há 35 anos e tinha o sonho de ser narrador. "Taí, pai, começamos a nos encontrar de novo", escreveu Hércules.

Que dupla de narradores papai do céu tem ao seu lado agora. 
 

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