Ursula Nogueira

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E a base vem como? 

Será que a base vem mesmo forte, como dizem por aí? Tenho dúvidas. 

14/02/2019 às 06:16

Lucas Figueiredo/CBF

Nos últimos dias, voltamos nossas atenções para o futebol de base. Infelizmente em decorrência de uma tragédia, mas acho que a partir de tudo isso podemos fazer algumas reflexões diferentes, mais profundas e críticas. Será que existe, de fato, futebol de base no Brasil? 

No último dia 10, a seleção brasileira sub-20, até ganhou da Argentina, por 1 a 0, no Sul-Americano, mas foi eliminada da competição e não garantiu a vaga para o Mundial da categoria. Esse será o terceiro Mundial sem a presença do Brasil! Vale lembrar que só disputamos a Olimpíada porque éramos o país-sede. Destaque: fomos campeões. 

O último título mundial conquistado pela Seleção foi em 2011, quando bateu Portugal por 3 a 2, na Colômbia. Depois disso, o Brasil ficou fora das competições, de 2017 e 2013. 

Mas o que será que acontece com a nossa seleção de base? Talvez estejamos vivendo uma crise de gerações. Não acho que seja uma crise de futebol. Talvez o problema maior de tudo isso é que hoje nossos garotos só enxergam a Seleção como trampolim para grandes times da Europa. E toda essa ânsia pelo êxodo dos jovens atletas se dá pela ganância de boa parte dos empresários. Para eles, pouco importa se o jogador vai para um time da Ucrânia ou da França. O que vale é o dinheiro entrando na conta bancária. E quem perde com tudo isso? Nosso futebol e os próprios atletas. Afinal, será que é mesmo melhor jogar na Ucrânia do que tentar a sorte em um time de Série B do Brasileiro? Será? 

Lógico que os clubes também interferem em todo este processo. Nossas poucas promessas são tratadas como moedas de troca. Envolvem jovens jogadores em troca de veteranos. 

Quando Rogério Micale era técnico da seleção sub-20 disse a seguinte frase em entrevista: “A base do Brasil não tem voz, ela geme.” E ele tem razão. Tratam o futebol de base com improviso (inclusive nos alojamentos). Este é o problema! 

Infelizmente nossa seleção não nos dá mais orgulho. Não somos mais referências, muito menos uma bandeira verde e amarela. Temos cor de lama por todos os lados. 

Será que a base vem mesmo forte, como dizem por aí? Tenho dúvidas. 

Hoje, saio para alguns dias de férias. Fiquem com Deus! Aproveitem esse tempo para descansarem de mim! Em março, a gente volta a conversar por aqui, ou quem sabe eu mande um texto pra vocês falando de onde eu estiver...!

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