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Câncer de próstata: diagnóstico precoce é a melhor forma para se chegar à cura

Por Aline Campolina/Itatiaia, 18/11/2019 às 08:05
atualizado em: 18/11/2019 às 08:07

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Tânia Rêgo/Agência Brasil

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam que um em cada seis homens tem câncer de próstata no Brasil. O tumor é considerado o mais comum no público masculino acima de 50 anos. Na semana Nacional de Combate ao Câncer de Próstata, que também faz parte do movimento Novembro Azul, a classe médica faz um alerta aos homens para que não deixem a saúde de lado e façam exames preventivos.

O diagnóstico precoce do câncer de próstata é a melhor forma para se chegar à cura. Por isso, é preciso ficar atento aos primeiros sinais da doença no corpo. Segundo o urologista Pedro Paixão, do Hermes Pardini, diante da constante dificuldade de urinar, diminuição do jato de urina, necessidade de urinar mais vezes e presença de sangue na urina, é preciso buscar um médico para investigar com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos.

“Algumas vezes, esses sintomas podem não ser causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, já que diagnóstico precoce desse tipo de câncer possibilita melhores resultados no tratamento”, alerta Pedro Paixão.

Os exames mais conhecidos para detectar o câncer de próstata são o toque retal (que permite ao médico examinar a próstata e perceber se há nódulos) e o exame de sangue (que avalia a dosagem do antígenos específicos da próstata - PSA). Exames complementares também podem ser necessários para um melhor diagnóstico.

Algumas novidades na medicina se destacam com relação à detecção do câncer de próstata, como um teste inovador que aumenta a acurácia da biópsia, além de ser menos invasivo: o PHI - Índice de saúde da próstata. Segundo o médico, hoje em dia não é mais preciso pedir biópsia para todo paciente que estiver com PSA alto.

Disponível em Belo Horizonte há apenas 2 anos, é um exame de sangue indicado para homens de 50 anos ou mais, com valores de PSA total alto e sem alterações no exame direto da próstata (toque retal). “Quando em um exame de rotina identificava-se o PSA alterado e o exame de toque normal, havia duas opções para completar o diagnóstico: ressonância ou biópsia. Entretanto, a acurácia da biópsia é muito baixa, em torno de 15 a 20%, além de ser um exame muito invasivo. Em cada dez biópsias realizadas, oito têm resultados negativos. Agora, nesses casos, podemos solicitar o PHI e tirar muitos pacientes de biópsias desnecessárias. Caso o exame dê positivo, aumenta acurácia da biópsia em torno de 75%. Para realizá-lo é preciso pedido médico”, explica Pedro Paixão.

Quem possui histórico de câncer na família é muito importante que comece a realizar, rotineiramente, exames preventivos a partir dos 40 anos de idade. Para aqueles que não possuem, o recomendado é a partir dos 50 anos.

Segundo o Ministério da Saúde, estimativas apontam que ocorreram 68.220 novos casos da doença em 2018. Esse número corresponde a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens.

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