Edilene Lopes

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O pico da curva da covid-19 em Minas virou um platô? 

15/07/2020 às 05:00

O pico da curva da covid 19 em Minas, previsto para esta quarta-feira (15), só será confirmado no futuro, quando o número de casos começar a cair. Mas, ao contrário do que se imaginava, não deve haver um pico clássico, com uma subida brusca de infectados e uma descida imediata. A informação é do próprio secretário estadual de saúde, Carlos Eduardo Amaral. Ele voltou a dizer, durante entrevista coletiva hoje, que a tendência é que Minas tenha um platô, o que significa que o número de casos subiu nos últimos dias e permanece em alta, situação que deve continuar ocorrendo por tempo indeterminado.

Pico continuado

Uma alta brusca poderia ser assustadora, mas a chegada em um número alto e a permanência nele também é preocupante, já que com o aumento do número de infectados, o número de internações também sobe e a manutenção em um patamar alto significa uma taxa de ocupação permanentemente alta nos hospitais, principalmente nos leitos de UTI. O Ministério Público de Minas Gerais já relatou, inclusive, a falta de medicamentos para intubação, o que preocupa muito as autoridades, conforme reforçou, em entrevista exclusiva à Itatiaia, o procurador-geral de Justiça, Antônio Sérgio Tonet. O órgão lançou inclusive um programa de solidariedade em que hospitais públicos e privados de Minas já estão emprestando medicamentos uns aos outros para evitar o caos.

Mortes em alta 

O número de mortes confirmadas em Minas Gerais aumentou no mês de julho, o ápice foi no dia 09, quando foram divulgadas 90 mortes de um dia para o outro.  De segunda pra terça desta semana foram oficializadas 73 mortes. A variação de novos óbitos confirmados tem ficado na casa dos 70, 60 vidas perdidas. No entanto, as confirmações divulgadas, oficialmente, todos os dias, pelo estado, não refletem o dado atual e são de casos que ocorreram a até 15 dias atrás, de acordo com o chefe de gabinete da secretaria estadual de saúde, João Pinho. Os óbitos só são contabilizados depois do resultado dos exames e podem levar dois, três dias ou até das semanas para serem oficializados.

Avanço que assusta 

De 27 de junho até esta quarta-feira, em um intervalo de pouco mais de duas semanas, o número de mortes confirmadas dobrou passando de 882 para 1752 óbitos, o que segundo Cristiano Martins, pesquisador e criador do site coronavirusmg, mostra uma concentração de casos fatais.

Cada vez mais perto

O que há quatro meses era algo distante, está cada vez mais perto. Praticamente todos nós, que moramos nas cidades maiores, como Belo Horizonte, temos um parente, um amigo ou conhecemos alguém que esteve ou está com o coronavírus e até pessoas que faleceram com a doença. Por isso, todo cuidado é pouco e, segundo o secretário Estadual de Saúde, não é hora de flexibilizar o isolamento. 

Sem proteção 

Apesar da chegada do momento mais crítico, ao circular pelas ruas da capital, principalmente nos bairros, é flagrante a desobediência as normas de distanciamento. Mesmo comerciantes que poderiam adotar as vendas online, mantêm portas literalmente abertas. Nos postos de gasolina, a preocupação dos frentistas é grande, já que eles relatam que é recorrente as cenas de motoristas que chegam aos postos sem máscaras e conversam, normalmente, como se nada estivesse acontecendo, expondo o trabalhador que o atende ao risco. 

Hospital de Campanha

O Hospital de Campanha em Belo Horizonte está aberto desde segunda-feira e só começa a funcionar, efetivamente, quando houver demanda. Por enquanto nenhum paciente está internado. A capacidade total é de 800 vagas, mas por enquanto estão disponibilizadas 30. O modelo do hospital é o chamado “porta fechada”, ou seja, será utilizado apenas após deliberação da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que detém  a regulação dos leitos no estado de Minas Gerais. Apenas será encaminhado ao Hospital de Campanha o paciente que estiver em condições de receber alta dos leitos dos hospitais da rede convencional de saúde.

Segundo a secretaria, os profissionais responsáveis por atender os pacientes são integrantes da Polícia Militar de Minas Gerais e especialistas contratados pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais – Fhemig. Para o início do atendimento, a equipe está formada com 20 médicos, 5 psicólogos, 20 técnicos de enfermagens e 100 soldados do 58 PM (Administração e segurança).

O secretário adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, disse em entrevista coletiva, que já está homologado o processo para o contrato de gestão com a Organização Social que irá administrar o hospital. O secretário Estadual de Saúde havia dito antes que a administração pela OS só iria ocorrer caso fosse necessário o funcionamento do hospital por um tempo maior. 

*As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento, no Instagram @reporteredilenelopes.

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