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Pandemia travou vendas milionárias que evitariam punição do Cruzeiro na FIFA, revela gestor

Por Redação , 26/05/2020 às 10:16
atualizado em: 26/05/2020 às 15:33

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Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro
Bruno Haddad/Cruzeiro

O Cruzeiro tinha negociações adiantadas para vender o meia-atacante Maurício e zagueiro Cacá por R$ 46 milhões, valor suficiente para resolver as dívidas emergenciais do clube cobradas na FIFA. A informação foi dada por Carlos Ferreira, interlocutor do Conselho Gestor com o departamento de futebol do clube, em entrevista ao canal Informativo Cruzeiro, no Youtube. De acordo com ele, o avanço da pandemia no mundo travou as negociações.

Sem citar o clube interessado, Carlos Ferreira disse que a venda de Maurício poderia atingir R$ 25 milhões. “As coisas estavam bem adiantadas, e o provável investidor, que gostaria de contratar o Maurício, chegaria até a R$ 25 milhões. Então, no intervalo das negociações, veio a pandemia e esfriou tudo. Então, a questão do Maurício estava bem adiantada. Resolveria nossos problemas, mas tivemos a infelicidade com essa pandemia. Nós tentamos essa retomada, nós não conseguimos.

Sobre Cacá,que despertou interesse do Athletico-PR, o dirigente disse que a ideia era fechar negócio com o CSKA por R$ 21 milhões por 60% dos direitos do zagueiro que pertencem ao Cruzeiro.

“O Athletico-PR havia feito uma proposta oficial por 60% do passe dele, que é o que o Cruzeiro tem de direito, mas nós entendemos que, naquele momento, dois milhões de euros, o Cacá valeria mais. Tínhamos uma proposta do CSKA, da Rússia, que daria quatro milhões de euros pelo Cacá. Se você tem a possibilidade de vender o jogador por quatro milhões (de euros), seria um mau negócio vendê-lo por dois. Então, teríamos que esperar também. E isso foi tudo acumulado nos dias que antecederam a pandemia. Chegando a pandemia, desestruturou todo mundo, paralisou todos os campeonatos. O Cruzeiro precisava fazer as negociações, de captar esses recursos, mas infelizmente não teve condições”, lamentou.

O dinheiro seria mais do que suficiente para o Cruzeiro quitar a dívida de R$ 5 milhões referente ao empréstimo do volante Denilson ao Al-Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, e evitar a perda de seis pontos na Série B, determinada pela FIFA. Também daria para quitar o débito de R$ 11 milhões com o FC Zorya, da Ucrânia, pela compra do atacante Willian ‘Bigode’, feita em 2014. O prazo vence nesta sexta-feira (29). Eleito presidente do clube na semana passada, Sérgio Santos Rodrigues tenta conseguir os recursos para evitar nova punição. 

“O (desafio) imediato é pagar R$ 11 milhões na semana que vem. A gente já vinha se planejando, sabia dessa dificuldade. Depois é colocar os salários em dia, o Cruzeiro tem excelentes profissionais não só na parte administrativa, mas os jogadores também. É conciliar isso com o planejamento que a gente quer fazer”, disse à Itatiaia após ganhar a eleição.

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